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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Série A Saga (real) do autor Independente – Parte III


Olá leitores!

Continuando o nosso papo sobre a saga do autor independente, vamos entender quais outros profissionais e serviços estão envolvidos na produção de um livro (independente). 

Normalmente um texto, após passar pela editoração e revisão, segue para a preparação de texto, também chamada de copidescagem.

Diábeisso?👀

Copidescagem é uma leitura bem cuidadosa do texto com o objetivo de identificar e corrigir possíveis incoerências, repetições, uso inadequado da língua, falta de normalização, alguma inadequação ao público-alvo, problemas com a lógica e clareza do texto, enfim, detalhes que podem comprometer totalmente a fluência da leitura e assim, a aceitação do livro no mercado.

No entanto, quando o autor está em voo solo ou nas mãos de uma editora pequena, esse trabalho acaba voltando para as mãos do heroico editor. Findado esse momento, seu texto vai estar no ponto para a produção gráfica, ou seja, vai ganhar um projeto gráfico, será diagramado (ou seja, vai ganhar corpo de livro, com todas as suas partes devidamente organizadas – com índice ou não, orelhas ou não, anexos, etc) e ganhar sua primeira impressão, a “Boneca”, que vai passar por uma análise. Se tudo estiver de acordo com o que foi definido pelo autor e editor, a boneca do livro segue para a gráfica.

Impressão gráfica é um tema espinhoso para o autor independente, por um fato e dois motivos: O fato é que ele vai trabalhar com gráficas pequenas, por motivos de orçamento. As grandes exigem tiragens enormes (o que, para um autor independente, não vale a pena) para justificar seus valores exorbitantes.

Assim, com o contato da gráfica pequena em mãos, você vai levar os detalhes físicos do seu trabalho ao responsável e descobrir que gráficas pequenas têm muitas limitações e normalmente não trabalham com o papel que você queria, têm a fonte ou a cor exata que você pensou para o título, não têm como fazer o pirlimpimpim na sua capa, etc. Então, é necessário ter em mente o que as gráficas com orçamento possível ao bolso independente podem oferecer, antes de investir em capas ou projetos gráficos muito elaborados. 

Na quarta e última parte desta saga, vamos entender o processo de marketing e comercialização do seu livro independente – e entender a questão dos custos envolvidos para ser um autor independente no mercado brasileiro.


Um beijo,

Mariana Mendes 💖


quinta-feira, 16 de abril de 2020

Blog do Toca: Série A Saga (real) do autor Independente – Parte II


Olá leitores!

Continuando o papo sobre a minha experiência no louco universo da escrita, em modo independente, vou pular a parte sobre a escrita em si (falaremos desse processo no futuro), que é vasta e rica de observações e passar diretamente para a definição do meio de publicação.

O escritor pode contar com um editor para compreender as partes do seu livro e como elas são feitas e organizadas – até porque há partes que só um editor deve fazer.  O papel do editor é fundamental, não só para uma leitura crítica do seu trabalho, mas para pensar nas melhores estratégias de mercado para o seu livro.

Tenha em mente que você vai ter que se debruçar para definir o corpo físico do livro, definir estratégias de venda e divulgação e, no caso de lançamento por editoras pequenas ou no modo independente, como o livro será distribuído. 

Seja uma editora de menor porte, seja publicação independente, esteja pronto para desembolsar. Entre resmas de papel e tinta para a sua impressora, serviços de editoração, revisão, diagramação, arte e arte de capa, impressão, brindes e divulgação (onde entram serviços de Correios e papelaria, por exemplo), você vai precisar de um fôlego considerável – e é meu dever lhe informar que o retorno tem zero de garantia. No momento em que você põe um livro na praça, como autor independente, vai chover gente desejando ler o seu trabalho, mas poucos vão se dispor a pagar por ele. E é aí que muito autor comete o erro de distribuir o seu livro. Vamos falar sobre isso no futuro.

Nesta segunda parte do nosso papo sincero sobre a saga (real) do autor independente, vamos nos deter sobre os primeiros profissionais que um autor vai precisar contratar ou se submeter: um editor e/ou produtor editorial e um revisor. 

Findada a sua história, você vai ter impresso o trabalho inteiro umas duas ou três vezes para fazer correções. A partir daí, será necessário confiar a sua cria a um editor ou produtor editorial. O editor é a cabeça pensante da editora; o produtor editorial está subordinado ao editor e vai trabalhar com o escritor (o que não significa que editores não possam trabalha como produtores editoriais), no processo de lapidação até que o texto chegue à sua forma final (que será levada ao leitor).

Nesse processo, o texto passará por várias etapas que visam apontar incoerências, erros de pesquisa, verificar a adequação da linguagem, a caracterização das personagens, coisas que, enfim, fragilizam a lógica e podem emperrar a leitura do seu trabalho. Se você está sob a direção de uma editora, vai precisar se adequar ao tom dado pelo editor (que sempre vai alinhar os originais com a posição estratégica da casa). Tudo vai ser pensado para o público-alvo da editora.

O editor vai ajudar você a resolver dúvidas maiores e impactantes, que podem interferir na imagem da editora e do autor; também vai trabalhar com o autor sobre a redação e preparação do livro, definindo o formato editoral que melhor se adequa ao projeto, a existência ou não de anexos, orelhas, índices, aprovar capas e textos de contracapa, etc. É um trabalho minucioso que pode exigir tempo e é muito importante que o autor tenha serenidade e foco para as devolutivas do seu editor, porque depois da avaliação dele, seu texto vai cair na rodinha do hamster! Então, esse é o momento crucial do nascimento do seu livro.  

Aconselho ouvir atentamente as críticas que o seu editor tem, sem tentar justificar o que ele está apontando. Tive um professor de Psicologia que me disse uma vez: “Se você precisar explicar o que escreveu, o texto não está bem escrito, não está finalizado. Então, volte a trabalhar nele, até que a sua ideia esteja plenamente compreensível e limpa.”.

Após fazer as devidas correções apontadas pelo editor (e não é raro que um texto passe duas, cinco, sete vezes pela leitura crítica até que tudo esteja tinindo, o seu texto será encaminhado ao revisor. Em editoras maiores, há mais profissionais envolvidos, com funções diferentes e maior detalhamento na preparação, mas estamos falando da realidade da produção independente e/ou no trabalho de editoras pequenas, então, normalmente, o texto vai passar por um quadro bem resumido de profissionais.

Numa editora de médio/grande porte, o texto passaria para um preparador (que é um profissional que fica responsável por fazer as alterações e ajustes definidos pelo editor), mas quando o assunto é independente, o texto segue direto para o revisor de livro, que vai fazer um pente fino no texto para encontrar erros ortográficos, gramaticais, além de conferir a padronização e a paginação.

Assim, na realidade do trabalho independente ou de pequeno porte, o editor, o preparador e o revisor, não raramente têm as funções se fundindo conforme o orçamento do autor. Não significa dizer que o trabalho seja barato – não é, mas acaba envolvendo menos processos.

Na III parte da Saga (Real) do Autor Independente, você vai conferir o processo de diagramação, impressão e divulgação do livro, assim como algumas decisões e cuidados que o autor independente vai precisar tomar.

Até a próxima!

Mariana Mendes 💖

terça-feira, 17 de março de 2020

A Saga (real) do Autor Independente - Parte I

Olá leitoras e leitores!

Sempre que engato uma conversa sobre a minha atividade como escritora, surgem perguntas e especulações sobre o dia a dia do ofício; é uma curiosidade natural, embora eu perceba que muita gente acredite que ser escritor é viver um glamour transcendental. Certamente há quem viva, mas é a minoria de um vasto, sonhador e lascado universo. Como algumas perguntas acabam se repetindo e muita gente que gosta de ler e escrever sempre me pergunta sobre as dificuldades de ser uma escritora independente (ou porque me tornei uma independente) e sobre o processo de publicar um livro, decidi ter essa prosa, acreditando que tanto os pretensos escritores quanto quem acha que acordo ao meio dia e escrevo o dia todo, terão um maior entendimento do que realmente acontece.  

Bora conversar.

Meu primeiro livro, Amaríssimo (trabalho de prosa poética e disponível para venda no @tocadacultura_), foi lançado em 2015, a convite de uma editora pequena, o que significa que, apesar do convite, tive que arcar com os custos da produção sem ter controle sobre eles. Explicarei sobre isso em breve.

Em 2018, com o segundo livro pronto (O Caldeirão, contos e esquetes inspirados no Halloween) e muitas lições na manga, resolvi abrir a minha própria editora. Motivo principal: ter liberdade para escolher os profissionais que iam trabalhar no livro, o que, de fato, me garantiu maior rapidez e economia na produção e melhor fluidez na comunicação. Esses também foram alguns dos principais motivos que me fizeram ser uma autora independente. 

Poderia ter enviado os meus originais a editoras maiores, que cobrem os custos da produção e têm grande poder de divulgação e distribuição? Sim, mas o caminho, dizem, é meio sinistro. Há boatos sobre editoras que recusam originais e depois os publicam sem o conhecimento do autor ou pior: encaminham esses manuscritos para seus autores contratados, para que sejam usados em suas "pesquisas". Saca aquele escritor desconhecido que reconheceu trechos ou mesmo a ideia central de um trabalho seu, igualmente desconhecido, no livro de um grande autor? Pois é. 

Outras fontes afirmam que, por cobrir custos de produção e arcar com a distribuição, a editora abocanha uma baita fatia dos lucros - e há quem relate contratos que obrigam o autor a ceder totalmente os direitos sobre a obra. Isso significa que, se o livro estourar ou se um produtor de cinema quiser fazer uma adaptação dele, os direitos e lucro maior são da editora. Enfim, há prós e contras mas acho que, para quem está no começo, ser independente lhe dá autonomia e chance de observar, aprender e testar o seu produto antes que ele seja exposto às avaliações rápidas de editoras que estão entulhadas de manuscritos e só vão passar da 5a página se o seu livro estiver totalmente alinhado com o tipo de material que elas já publicam. 

Uma amiga me contou que recentemente enviou seu original a uma grande editora, mas apenas os cinco primeiros capítulos, acompanhados por um termo de confidencialidade. Garota esperta.

Mas antes de aprofundarmos o assunto, preciso lhe dizer uma coisa sobre o tornar-se escritor/a - e qualquer livro sobre técnica de escrita vai lhe dizer o mesmo: um escritor/a precisa ter, necessariamente, domínio de estilo e de técnica (de escrita, de pesquisa etc) e isso vem com muita, mas muita leitura e prática de escrita. E isso leva tempo. Se você não tem uma coisa nem outra, vá trabalhar e nem pense em editoras por hora. 

No entanto, se você sente que está amadurecido/a e decidiu partir para um projeto independente, vai precisar entender sobre o processo de publicação. Depois de ter a história pronta, você tem que entender sobre as partes que compõem um livro, pois terá que tomar algumas decisões sobre elas e saber quais profissionais deverão estar no seu caminho, para viabilizar o seu projeto.

A primeira questão é definir o tipo de publicação do seu livro: livros físicos têm custos maiores que os e-books e esses detalhes terão que ser bem pensados antes de qualquer coisa - mas tudo vai depender do tipo de público que você visa atingir. Eu, por exemplo, tenho uma dificuldade gigantesca em ler e-book. Mas talvez o seu público alvo adore esse formato e só leia no Kindle, por exemplo: você vai ter que se munir dessas informações para poder decidir o formato do seu trabalho.  

De qualquer forma, seja por uma editora pequena, seja por publicação independente, esteja pronto para desembolsar, pois são muitos os processos até que o seu livro fique pronto - e vamos conversar sobre eles nos próximos posts da seção Dentro da Toca!  

Essa foi a primeira parte do nosso papo sincero sobre a saga (real) do autor independente. Espero que  lhe sejam útil, de um jeito ou de outro. 

Um beijo, 


Mariana Mendes 💖









quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Quem tem amigos, tem tudo...

Olá  leitores!

Bom, alguns de vocês souberam que fiz anos esse mês. Mais uma vez, esta capricorniana soprou as velinhas, feliz da vida.

Eu sei que muita gente, depois dos 20, nem gosta de celebrar o próprio aniversário mas acho que é uma data feliz, não importa o quão confusa sua vida possa estar ou quão mal-humorado/a você esteja (ah, os inferno astrais...) porque se você parar para pensar, é um momento de renovação e reestruturação. É tempo de re-harmonizar o que desequilibrou, reavaliar o que foi feito, com uma crítica honesta (nem tanto ao mar, nem tanto a terra). É tempo de crescer! Tempo de lembrar que a gente não é eterno e que o momento de fazer o bom e o bem, é agora. É amadurecer para o que é construtivo. É o cultivo de pessoas fantásticas ao seu redor e libertação de quem não te acrescenta, inspira ou faz bem! 

E ai, resolvi dedicar este post às amigas e amigos que me rodeiam e me fazem crer nas coisas mais positivas deste mundo. 

Não estou falando das pessoas que se fazem amigas por conveniência, que só aparecem quando querem saber alguma fofoca, ou te usar para chegar em alguém ou em algum lugar. Aquelas que usam o seu tempo para se lamentarem mas nunca se lembram de perguntar sobre você. Aquelas que exigem que você use todo o seu conhecimento sobre a arte de parecer idiota para tornar possível a convivência. Não é dessas pessoas que a gente se lembra quando deseja escrever sobre amizade.

E se me lembro delas, é pra lhe dizer que foi convivendo muito com pessoas assim que me tornei capaz de distinguir quem passa e quem fica. 

Ah, as amigas...o que seria da vida sem elas, sem eles! Meus amigos, tao desbravadores...alguns se tornaram respeitáveis (mas eu conheço os meninos tristes, ressentidos, com uma sede insaciável de provar o próprio valor que se escondem por ali), e outros continuam suando na luta pela sobrevivência (e são os que têm os sorrisos mais abertos). 

E as meninas..nossa, tanta história...e tanta história sendo escrita, tanto afeto sendo alinhavado nesses caminhos, tanto aprendizado sendo compartilhado...especialmente a lição sobre confiança e sororidade. Aos pouquinhos, vai acontecendo. 

Essas pessoas são presentes que Deus nos dá. Amigo cuidado com zelo e amor, é presença mais estável na vida que muito parente - visite um abrigo para idosos e pergunte quem ali não tem cônjuge, filho ou irmãos! A maioria tem. 

Amigo é amor escolhido a dedo. É amor que não morre, a menos que você não saiba amar. E eu sou gratissima pelo amor que aprendi a dar e a receber nesta vida. 

Espero que você também aprenda a dar e a receber amor, porque, no fundo, todos nós merecemos e precisamos. 

Beijos, 

Mariana Mendes 💖



terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Então é Natal...

Desde que cheguei de viagem, há um mês, tenho estado tão ocupada que quase fui pega de surpresa com a chegada do Natal. E quando tentei me lembrar com o quê tenho estado tão ocupada, pouca coisa realmente relevante me veio à mente. É uma armadilha, não é? Tenho a sensação de que as horas estão passando mais rápido, tenho tanto o quê fazer que até o tempo que passo com as pessoas e coisas que amo, têm estado contado. 

Hoje, ouvi algo de uma vendedora que me deixou intrigada: "Nem parece que é Natal, não é? Não sei...não estou sentindo aquele clima especial de Natal...as pessoas estão tão estressadas e grosseiras...quase não vemos enfeites de Natal...está estranho."

Sim, o tempo está esquisito. Tenho lido sobre pessoas comparando Jesus Cristo com políticos de direita e de esquerda (o que, pra mim, é absurdo); Há árvores de Natal, das simples às luxuosas, com bolas, pirulitos, laços, anjos, duendes, ursinhos, neve falsa - mas não vejo a Sagrada Família em lugar nenhum. Em quê estamos permitindo que o Natal se transforme?

E ao pensar nisso, só me veio uma coisa em mente: temos o Natal proporcional ao Cristo que cultivamos em nós, em casa, com os outros. E esse ano, não está especial...porque talvez a nossa comunhão não tenha sido especial.

Comecei 2019 desejando me aproximar mais de Deus. Cresci em um lar Católico-Kardecista, escolhi a Igreja Católica Apostólica Romana como lar espiritual e venho me lapidando no trabalho voluntário através das Senhoras de Caridade de São Vicente de Paulo, associação a qual faço parte desde 2014 (e que acompanho desde 2004, período em que acompanhava a minha mãe, uma das fundadoras do Núcleo Rainha dos Apóstolos, em seus trabalhos e visitas). Mas esse ano, eu queria estudar a Bíblia, de verdade. Queria ter uma frequência melhor às missas, compreender melhor os ritos da minha Igreja. E assim, me dediquei a estudar e a trabalhar para ser uma católica “praticante”. E me surpreendi com o quanto não sabia sobre os ritos, sobre a Bíblia e sobre Cristo. Você não acreditaria nas portas que me foram abertas esse ano, na dimensão da compreensão das coisas...é um game change. Não dá pra explicar e eu não explicaria se pudesse. Cada um de nós precisa usar os próprios pezinhos para subir os seus degraus nessa incrível jornada espiritual. 

E nessa altura do ano, no dia de Natal, eu me dou conta das coisas que eu desejava ter e não tenho: uma família reunida. Amigos felizes. Hospitais vazios. Uma perspectiva positiva e pacífica do mundo e das coisas para o ano que vem. No entanto, acordarei em 2020 com os mesmos problemas: pai falecido, família em outro continente, amor que não chega (e as grosseiras investigações e suposições sobre a minha vida particular), amigos separados para sempre pelas malditas posições políticas, livro difícil de vender, novo livro difícil de escrever (e provavelmente de vender), as dores cervicais de minha mãe que não posso dar jeito, um plano de saúde cada vez mais caro e muito trabalho irrelevante nas minhas costas.

Hoje, eu e minha mãe começamos cedo a preparar os doces para a ceia de Natal, é nossa tradição. Por causa da idade, ela deixou de preparar o jantar. Mas nós fazemos as rabanadas e a torta de maçã, com as receitas da minha avó. A casa está limpa e cheirosa, há uma Sagrada Família em cada canto da casa e teremos ido à Missa quando você ler esse texto.

E terei ido para a cama pensando em quantas vezes deixei Jesus nascer em minha mente, coração e gestos, ao longo do ano. Quantas vezes me questionei ou me disciplinei a ser mais misericordiosa, empática e generosa com as pessoas à minha volta. Meu palpite é de que, se todos nós tivéssemos feito isso realmente, teríamos um clima de Natal melhor – e a vendedora não teria se queixado da falta de espírito natalino.

Pedi perdão? Dei o perdão? Agi com correção e justiça? Realmente? Cuidei? Preservei? Respeitei? 
Estou satisfeita com a minha relação pessoal com Jesus Cristo? Com minha religião, como um todo? Com a sociedade onde estou agora?

Acho que essa reflexão já dá uma boa lista de resoluções para o Ano Novo. Há mais, mas agora vou cuidar dos meus gatos.

Tomara que as suas reflexões tenham sido mais tranquilas (*risos). E espero, sinceramente, que você tenha se aberto para Cristo nascer em seu coração. Isso se refletirá nos seus pensamentos, palavras e ações. Espero que você faça parte da parte da sociedade que fará 2020 um momento melhor e com mais espírito natalino do que o que tivemos. Espero que você crie tradições natalinas com sua família e amigos. Quem sabe você virá me contar sobre isso no próximo Natal? 

Deixo o meu desejo de que você e sua família, seja ela quem for, onde quer que esteja, tenham um Feliz e abençoado Natal. Viva o menino Jesus! 



Beijos, 

Mariana Mendes 💖





terça-feira, 5 de novembro de 2019

Agendas...


Você já fez agenda? 

Fazer agenda se tornou um hábito a partir dos meus 12 anos, momento em que a vida começou a ter umas novidades. Despedidas de velhas amizades, novos desafios escolares, novas escolas e novas amigas, a mudança das brincadeiras e do meu vestuário, festinhas, garotos, receitas caseiras de hidratação para cabelo, a nova geração de animais que estavam nascendo sob os meus cuidados...vish era muita mudança! Aí surgiu a grande, grandíssima sacada: um diário.

E de onde veio a inspiração? De um quadrinho da antiga turma da Mônica, onde as personagens Tina e Pipa conversavam sobre ter um diário e para quê ele servia. E voilà! Pedi e ganhei de aniversário minha primeira agendinha, de espiral, com capa  cheia de coraçõezinhos coloridos sobre o fundo prateado.

A partir daí meus amores...era um tal de escrever que não se acabava mais. E recortar. E colar. Fiquei viciada em cola, tesoura e agenda. Era pedaço de revista Capricho colado em tudo que era página, desenhos, adesivos, poemas, letras de música, bilhetes das amigas, fotos de atores bonitos, flores secas, papel de bala, palito de picolé, fotos dos meus pets, papel de carta, pedacinho de embalagem de presente, brinco adesivo, bottom pregado,  beijos para registrar as cores dos meus primeiros batons, recortes de looks que eu queria usar, relatos de viagens, saches promocionais de perfumes da Boticário, ingressos de cinema e teatro, palitos com guarda-chuvinhas coloridos e metalizados, as tretas, tédios, divagações, diversões e os relatos novelescos que as paqueras rendiam...chegava julho e a agenda não fechava mais! Ali começava também o exercício que se tornou hábito; pensar, refletir e registrar sentimentos e conversas, as sensações que livros, filmes e músicas produziam, situações cotidianas alegres e tristes que mereciam ser registradas. Tudo, enfim, que me emocionava e ensinava ficava registrado nas agendas.

E o tempo foi passando. Hoje, quase tudo sai da internet, não há revistas para recortar, mas é bem mais fácil encontrar uma letra de música ou um trecho de poema. Também temos centenas de vídeos mostrando como se cria um “bullet jornal”, como se customiza papel, como se enfeita, como se faz lettering...as coisas estão sofisticadas atualmente. As agendas se modernizaram e custam uma fortuna.

Mas gente, qualquer caderno pode render uma agenda formidável. Customização é a alma do negócio e aconteça o que acontecer, ele vai ficar a sua cara, o que é o melhor de tudo. Sua história, preto no branco, com todas as suas enroladas, pequenas vitórias e os amadurecimentos. Vai estar tudo ali.

E um dia, tudo isso vai ser passado. Vai ser interessante ler, por um tempo. E talvez chegue o momento em que você queira se livrar delas. Ou vai decidir ter um canto especial para guardar suas agendas. De um jeito ou de outro, vai ser bom. Vai ser no seu tempo. E seja como for, como vai ser maravilhoso ver como você mudou, o quanto aprendeu, como você mudou!

Um novo ano vêm aí. E uma das alegrias que tenho é começar minha agenda nova no réveillon, quando todo mundo foi dormir. Ainda haverá alguém estourando fogos, em algum lugar. Haverá cheiro de champanhe e vinho pelo ar. Eu estarei escrevendo, se Deus quiser, esperando, grata e ansiosamente, que a minha nova agenda não feche quando Julho chegar!


Mariana Mendes 💖